26 de jun. de 2009

Não estão à venda...

Meu credo e meu Cristo,
e por isto, eu insisto
no direito à minha fé expressar.

O meu amor passado ou futuro,
meu lamento de dor no escuro,
pela minha privacidade zelar.

Minha paleta de cores,
os beijos dos beija-flores,
meus passeios no jardim ou no pomar.

Meus segredos expostos
em vis enredos dispostos,
por mentes pérfidas a tramar.

Meu perdão a tais traições,
meus momentos felizes em botões,
cantados à luz do sol e ao luar.

Meus olhos que ainda veem
a autenticidade de uma criança,
uma porta aberta pela esperança
de ver todo esse mal superado
pelo invencível ato de amar.

Um comentário:

Porcelain disse...

Até porque... ao contrário do que dita a lógica do senso comum, a verdade é que os "bens" (imateriais) mais valiosos não só não estão à venda, como não se vendem; aquilo que é mais valioso deve dar-se de coração aberto, quando bate à nossa porta alguém que verdadeiramente merece.

Beijinhos!

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