Perguntas & Silêncios
Por que me perseguem tão vis intenções?
Que crime comete
quem se entrega às emoções?
Será que passarei o resto dos meus dias
a pedir perdão?
Por ter nascido poeta
e, vivido de ilusão?
Que mal posso ter feito
a quem tanto me odeia?
Por acaso, roubei, menti,
rompi sua veia?
Que mal tão grande pode ter causado
quem versos de carinho semeou?
Será que o egoísmo
aos corações de tantos ressecou?
E a escuridão, aos olhos de outros cegou?
Por que se cala a voz
que um dia me pediu
para que eu não rompesse
aquele laço amigo que nos uniu?
O que será que aconteceu?
o mundo, de repente, enlouqueceu?
E a semente do amor que plantei?
Por que não germinou?...Morreu?...

Um comentário:
É terrivelmente perigoso o crime que cometemos quando deixamos que a emoção nos guie... é o terrivel crime de sermos livres... de nos deixarmos guiar pelo coração e colocarmos em perigo todas as certezas construídas a partir do medo, de que tantos constróem muralhas e castelos, encerrando-se para sempre, em aparente tranquilidade, no seu falsamente silencioso interior... muralhas de medo, de preconceitos e de surdez a tudo quanto seja sentir, a tudo quanto venha do coração...
É crime pior que roubar ou mentir... todos queremos amor e carinho, mas quando um dia se tropeça nesse sentimento, poucos são os que estão prontos para o receber, sequer para o reconhecer...
Mas se semeaste a semente do amor... ela não morre nunca... ainda que não germine agora já... fá-lo-á com toda a certeza, talvez até no dia em que te tiveres esquecido de algum dia a teres semeado... :)
Beijinhos grandes, poema muito, muito lindo! :)
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